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Retrospectiva: 16 momentos da psicanálise em 2025

Por Redação


A psicanálise chegou ao fim de 2025 mais “visível” e mais disputada: cresceu em capilaridade (eventos, formação, cursos e presença digital), reafirmou seu centro clínico (sofrimento, vínculo, linguagem, trauma) e, ao mesmo tempo, foi empurrada para debates públicos sobre regulação profissional, saúde mental e tecnologia.


Em termos gerais, o ano consolidou uma psicanálise que circula mais — entre instituições, universidades, conselhos profissionais e mídia — e que precisará, em 2026, sustentar melhor seus critérios de formação, seu diálogo com pesquisa e sua ética do cuidado.


A seguir, a retrospectiva em ordem crescente de relevância (do 16º ao 1º), com os principais eventos que marcaram o ano da Psicanálise em 2025.


16) CETEP promoveu debate sobre “Psicanálise e IA” em palestra pública

Professor Márcio Aurélio, diretor do Cetep conduziu o encontro
Professor Márcio Aurélio, diretor do Cetep conduziu o encontro

Em 14 de agosto de 2025, o CETEP – Centro de Estudos de Terapia e Psicanálise (Campinas) publicou e transmitiu uma palestra dedicada ao encontro (e ao atrito) entre psicanálise e inteligência artificial, colocando em pauta, para estudantes e público interessado, o que muda na escuta clínica, quem fala em nome da psicanálise nesse cenário e como a formação pode responder a novas mediações tecnológicas. (YouTube)


O movimento é sintomático de 2025: instituições de formação ampliaram sua agenda para temas contemporâneos — IA, clínica online, ética, mercado — e isso reacendeu discussões sobre limites (o que é “terapia via IA”? o que é supervisão real?), responsabilidades e risco de “soluções prontas” para sofrimento psíquico. (YouTube)


Fonte (CETEP / YouTube):

15) A EPF reuniu candidatos e escolas europeias na 10ª EPCUS Conference, em Bruxelas

Cartaz anuciando o evento europeu
Cartaz anuciando o evento europeu

Entre 2 e 4 de outubro de 2025, a European Psychoanalytical Federation (EPF) realizou em Bruxelas a 10th EPCUS Conference, um encontro voltado a formação e intercâmbio entre candidaturas, que buscou responder como sustentar transmissão clínica em tempos de mudança institucional e cultural, por que a formação continua central e onde a Europa tenta padronizar diálogo sem homogeneizar escolas. (PMC)

Embora menos “midiático” que congressos gigantes, esse tipo de reunião pesa muito no cotidiano do campo: temas como supervisão, critérios de treinamento e cultura institucional aparecem ali como “engenharia” silenciosa da psicanálise — aquilo que decide, na prática, que analista se forma e com que ética. (PMC)


Fonte (IPA/EPF – agenda oficial):

14) Taiwan sediou a conferência “Conflict and Convergence” em janela prolongada

De 1º de julho a 24 de outubro de 2025, organizadores locais divulgaram a 2025 International Psychoanalysis Conference in Taiwan sob o eixo “Conflict and Convergence”, mirando um público internacional e regional para discutir o que une e separa escolas, como conflitos sociais atravessam a clínica e por que a convergência virou palavra-chave num campo fragmentado. (MDPI)


O destaque aqui é o “formato”: encontros em janela longa sugerem um esforço de continuidade (não só um fim de semana) e favorecem circulação de trabalhos, mesas temáticas e intercâmbio entre tradições — um retrato bem fiel de 2025, quando psicanálise e geopolítica da cultura (quem fala, de onde fala, em que idioma) ficaram mais explícitas. (MDPI)


Fonte (site oficial do evento):

13) A IFPE fez da “Verdade” seu tema central em Washington, D.C.

Em 6–8 de novembro de 2025, a International Forum for Psychoanalytic Education (IFPE) levou a Washington, D.C., uma conferência com o tema “TRUTH”, apostando numa pergunta incômoda e atual: que verdade a psicanálise produz, como ela se diferencia de opinião/ideologia e por que isso importa numa era de polarização e narrativas concorrentes. (research.vu.nl)


A escolha do tema também organiza subtemas: verdade e transferência, verdade e memória, verdade e trauma, verdade e linguagem — além do embate entre “fatos” e “realidade psíquica”. É o tipo de agenda que tende a crescer em 2026, quando a clínica será cada vez mais pressionada por demandas de “provas rápidas” e respostas imediatas. (research.vu.nl)


Fonte (IFPE – página oficial):

12) Livro epstemológico envolve psicanálise, política e pedagogia nas universidades


Max Cavitch da Universidade da Pennsylvania
Max Cavitch da Universidade da Pennsylvania

Em 7 de abril de 2025, o professor Max Cavitch (University of Pennsylvania) anunciou a publicação de “Psychoanalysis and the University: Resistance and Renewal from Freud to the Present” (Routledge), defendendo por que a psicanálise segue relevante na vida universitária (currículo e saúde mental), como resistências históricas se repetem e quem sustenta hoje essa ponte entre clínica, humanidades e educação. (web.sas.upenn.edu)


O anúncio chama atenção também pelas vozes públicas que endossam a urgência do tema, como Andrew Solomon, além de psicanalistas e acadêmicos citados na própria página do lançamento — sinal de que, em 2025, a “batalha cultural” pela legitimidade da psicanálise voltou a passar pela universidade, não só pelos institutos. (web.sas.upenn.edu)


Fonte (Psyche on Campus / UPenn – anúncio do livro):

11) Obra reabre Freud em chave lacaniana com casos clínicos clássicos

Obra de Texier e Watson
Obra de Texier e Watson

Em 30 de maio de 2025, a Routledge lançou “Freud’s Principal Case Studies Revisited” (editado por Helena Texier e Eve Watson), reunindo autores contemporâneos para reler Dora, Pequeno Hans, Schreber, Homem dos Ratos, Homem dos Lobos e o caso da “jovem homossexual”, recuperando o que esses casos ainda ensinam, como mudam as leituras técnicas e por que o “arquivo Freud” segue vivo. (Routledge)


Além de ser um lançamento editorial de peso, o livro é um termômetro: 2025 viu crescer a disputa por “quem interpreta Freud” (e com que consequências clínicas), num momento em que muitas formações se expandem rapidamente. Voltar aos casos, com rigor, virou um gesto de “reancoragem” técnica e teórica. (Routledge)


Fonte (Routledge – página do livro):

10) Obra brasileira sintetiza “tempos” e pluralidade da psicanálise

Jô Gondar aborda Freud, Ferenczi, Winnicott e Lacan em obra publicada pela Artes & Ecos
Jô Gondar aborda Freud, Ferenczi, Winnicott e Lacan em obra publicada pela Artes & Ecos

Em 2025, a editora Artes & Ecos colocou em circulação “Os tempos da psicanálise: Freud, Ferenczi, Winnicott, Lacan”, de Jô Gondar, propondo o que seria escutar o tempo (do sujeito, da cultura, da clínica), por que pluralidade e história importam e como diferentes tradições podem dialogar sem virar “pensamento único”. (arteseecos)


O livro entra como peça de um fenômeno maior de 2025: a psicanálise brasileira insistiu em ser, simultaneamente, clínica e reflexão cultural. Obras desse tipo tendem a ganhar vida em grupos de estudo e formação, justamente porque ajudam a amarrar genealogias (Freud/Ferenczi/Winnicott/Lacan) que, no cotidiano, muitas vezes se apresentam como “escolas rivais”. (arteseecos)


Fonte (Artes & Ecos – página do livro):

9) Pareceres permitem enfermeiros praticarem terapia.

Sede do COREN em São Paulo
Sede do COREN em São Paulo

Em 24 de janeiro de 2025, o Conselho Regional de Enfermagem - COREN divulgou parecer afirmando que enfermeiros poderiam atuar com psicanálise, psicoterapia e ABA, desde que atendidas exigências de habilitação/formação; na sequência, o tema ganhou reação e repercussão institucional, inclusive com registro de tensão com o campo da Psicologia. (Coren-PR)


O assunto foi uma das faíscas mais fortes do ano porque toca o nervo da psicanálise no Brasil: formação, mercado, proteção do público e “análise leiga” versus regulamentação. Ao longo de 2025, conselhos e entidades relembraram bases normativas e disputaram linguagem (“escuta qualificada” vs “psicoterapia”), mostrando que 2026 deve seguir com embates sobre escopo profissional e critérios mínimos de formação. (Coren-PR)


Fontes (Conselhos / instituições):

Coren-PR (24/01/2025)
https://corenpr.gov.br/coren-pr-divulga-parecer-sobre-atuacao-de-enfermeiros-com-especialidade-em-aba-na-emissao-de-laudos-e-na-pratica-de-psicanalise-e-psicoterapia/

CRP-SC (26/02/2025)
https://site.crpsc.org.br/apos-reuniao-com-cfp-cofen-remove-postagem-sobre-parecer-sobre-psicoterapia/

Cofen (25/02/2025 – parecer e contextualização normativa)
https://www.cofen.gov.br/parecer-no-33-2024-cofen-camtec-ctepienf/

8) Um marco acadêmico: revisão sobre psicoterapia psicanalítica breve para adolescentes com depressão


Midgley, autor do ensaio randomizado
Midgley, autor do ensaio randomizado

Em 2025, o pesquisador Nick Midgley publicou com colegas na PubMed uma revisão/reflexão a partir de um ensaio randomizado no Reino Unido (contexto do estudo IMPACT) sobre Short-Term Psychoanalytic Psychotherapy (STPP) para adolescentes com depressão, discutindo o que se aprendeu sobre efetividade, como a técnica opera (aliança terapêutica, rupturas e reparos) e por que dropout e adesão são parte do resultado clínico. (PubMed)


É um tipo de “notícia científica” que a psicanálise precisa colecionar melhor: não apenas defesa abstrata do método, mas aprendizado operacional — o que funciona, com quem, em que condições — e como traduzir isso para formação e serviços de saúde. Esse eixo (pesquisa aplicada + clínica real) deve crescer em 2026. (PubMed)


Fonte (PubMed):

7) Outra frente de evidência: revisão sistemática sobre psicodinâmica/psicanálise em idosos

Em 2025, um artigo na SpringerLink reuniu e avaliou literatura sobre princípios psicodinâmicos/psicanalíticos em idosos, perguntando o que há de evidência e adaptação técnica para essa população, por que envelhecimento exige ajustes (luto, perdas, corpo, tempo) e como a clínica pode se sustentar sem infantilizar o sujeito ou reduzir sofrimento a “declínio”. (Springer Link)


O valor disso em 2025 é estratégico: o envelhecimento populacional pressiona serviços e formação, e a psicanálise precisa mostrar que sabe trabalhar com temporalidade, finitude e transformações do self no ciclo vital — um terreno em que ela, historicamente, tem muito a oferecer, mas nem sempre comunica em linguagem de pesquisa. (Springer Link)


Fonte (SpringerLink):

6) A APsA fez seu grande encontro presencial do ano em San Francisco

Evento reuniu psicanalistas nos EUA
Evento reuniu psicanalistas nos EUA

De 4 a 9 de fevereiro de 2025, a American Psychoanalytic Association (APsA) realizou seu National Meeting no Palace Hotel, San Francisco, reunindo formação continuada e debates sobre clínica contemporânea, com a proposta de discutir como a psicanálise responde ao sofrimento atual e por que o encontro segue sendo peça central de coesão institucional no maior mercado anglófono.


Além da programação científica, encontros desse porte funcionam como “território de alianças”: aproximam institutos, pesquisadores, candidatos e analistas experientes; concentram redes de supervisão e parcerias; e dão corpo a tendências (infância e adolescência, gênero e sexualidade, ética, pesquisa e ensino). Isso ajuda a explicar por que, mesmo com a expansão do digital, 2025 reforçou o valor do presencial.


Fonte (APsA – programa oficial em PDF):

5) A APsA também realizou sua 114th Annual Meeting em formato virtual

Ao longo de 2025 (com janela de atividades e pós-evento), a APsA conduziu a 114th Annual Meeting em formato virtual, mantendo a engrenagem de educação continuada e debates temáticos e respondendo, na prática, como uma comunidade clínica internacional sustenta troca quando distância e custos limitam presença.


O virtual, aqui, não é “menor”: ele amplia acesso e muda o perfil do público (mais estudantes, mais gente fora dos grandes centros). Ao mesmo tempo, reacende a pergunta que marcou o ano: que parte da transmissão psicanalítica depende do encontro vivo — e que parte pode circular com qualidade em novos formatos.


Fonte (APsA – página institucional):

4) No Brasil, a moda dos bebês reborn levantou questões em Psicanálise

Tema muito debatido em 2025, os bebes reborn foi de fato um fenômeno social ou um exagero da mídia?
Tema muito debatido em 2025, os bebes reborn foi de fato um fenômeno social ou um exagero da mídia?

2025 foi o ano dos bebês reborn e de todo o debate em saúde mental sobre o tema. Em 22 de junho de 2025, o Instituto Vida e Psicanálise publicou um artigo analisando o “pânico moral” em torno dos bebês reborn, discutindo o que o fenômeno revela sobre fantasia social, hostilidade e espetáculo, por que certos objetos viram condensadores de angústia coletiva e como conceitos (como relações de objeto) entram na leitura cultural do tema. (Vida e Psicanálise)


O texto é representativo de uma tendência forte de 2025: a psicanálise reapareceu como ferramenta de leitura do presente — redes sociais, moralismo, medo de decadência, desamparo — sem abandonar o repertório técnico. Essa ponte entre clínica e cultura costuma gerar debate (há quem ame, há quem rejeite), mas foi um dos motores de circulação pública da psicanálise no ano. (Vida e Psicanálise)


Fonte (Instituto Vida e Psicanálise – site oficial):

3) Gramado sediou o 30º Congresso Brasileiro de Psicanálise, da FEBRAPSI

O evento foi principalmente sobre sexualidade
O evento foi principalmente sobre sexualidade

De 22 a 25 de outubro de 2025, a FEBRAPSI realizou em Gramado/RS o 30º Congresso Brasileiro de Psicanálise, reunindo sociedades e participantes do circuito brasileiro ligado à IPA para discutir rumos clínicos, institucionais e de formação, e marcando onde o Brasil se encontra na cena internacional e como organiza sua diversidade interna. (qub.ac.uk)


O peso do evento, em 2025, foi também simbólico: o congresso foi apresentado como edição “histórica” na comunicação pós-evento, sinalizando escala, circulação e consolidação de redes. Em um ano de disputa sobre formação e profissão, a FEBRAPSI apareceu como polo de referência institucional e, para muitos, como “padrão-ouro” de transmissão no país. (LinkedIn)


Fonte (FEBRAPSI – site oficial do congresso):

2) Lisboa concentrou o maior marco global: o 54º Congresso da International Psychoanalytical Association

O evento produziu trocas entre associações do mundo
O evento produziu trocas entre associações do mundo

Entre 30 de julho e 2 de agosto de 2025, a International Psychoanalytical Association (IPA) realizou em Lisboa o 54th IPA Congress, anunciado sob o tema “Psychoanalysis – an anchor in chaotic times”, para discutir por que a psicanálise ainda serve de “âncora” em tempos caóticos, como o campo responde a crises sociais e subjetivas e quem sustenta sua governança e renovação internacional. (Instagram)


Por ser o encontro mais abrangente do ano no circuito IPA, o congresso funciona como “síntese” e bússola: concentra trocas entre continentes, dá visibilidade a temas dominantes (crise, laço social, trauma, cultura, técnica) e tende a irradiar agendas para formações locais. Em 2025, essa função foi ainda mais forte porque a psicanálise viveu o paradoxo de crescer em público e, simultaneamente, ser cobrada por critérios e evidências. (Instagram)


Fonte (divulgação de evento / parceiro editorial):

1) DEBATE NACIONAL (Congressos e Audiências): Christian Dunker e a pergunta que sacudiu a psicanálise sobre formação acadêmica e faculdade de psicanálise

Dunker defendeu a formação psicanalítica livre e falou da importância da pesquisa acadêmica na área
Dunker defendeu a formação psicanalítica livre e falou da importância da pesquisa acadêmica na área

No dia 18 de setembro de 2025, em uma audiência pública realizada na Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados, em Brasília, o psicanalista e professor Christian Ingo Lenz Dunker participou de uma sessão em que se discutiu, junto a representantes do Ministério da Educação (MEC) e de diversas entidades do campo da psicanálise, se a psicanálise deveria ser integrada como disciplina estruturante nos cursos de psicologia, ou se poderia vir a existir faculdades de psicanálise como graduação própria. O debate — que tratou de formação e regulamentação profissional — teve presença de vozes representativas do setor e foi transmitido e registrado pela própria Câmara, colocando questões-chave sobre definição do objeto clínico, critérios de habilitação, responsabilidade ética e limites da formação técnica (Câmara dos Deputados, Audiência Pública – Formação de Psicanalistas, 18/09/2025). (Portal da Câmara dos Deputados)


Christian Dunker, professor titular de Psicologia na USP, foi um dos debatedores que defendeu a distinção profunda entre formação acadêmica e formação clínica específica para a prática psicanalítica, argumentando que, embora a psicanálise tenha lugar legítimo no ambiente universitário (como campo de estudo teórico e histórico), sua transmissão clínica não se reduz a currículo de graduação e exige elementos que vão além da simples oferta curricular — como análise pessoal, supervisão clínica e compromisso ético contínuo. Dunker chamou atenção para o fato de que a proliferação de cursos rotulados como “psicanálise” sem esses critérios pode representar “pseudoformações” que esvaziam a especificidade da experiência psicanalítica e confunde o público leigo. (ESPEcast)


No segundo momento do debate, representantes do MEC apontaram para a necessidade de clareza regulatória (quem habilita, o que significa “exercer clínica”, como proteger o público), enquanto psicanalistas presentes reforçaram que a psicanálise, enquanto prática clínica e tradição histórica, não se confunde automaticamente com técnica de psicoterapia curricular de 4 anos. Essa tensão — entre currículo formal e transmissão clínica — foi, em 2025, um dos temas que mais mobilizaram instituições, associações, escolas e conselhos ao longo do ano, tocando questões de identidade profissional, epistemologia do saber psicanalítico e responsabilidades do Estado na educação em saúde mental. (ESPEcast)


Fonte (Audiência Pública – Câmara dos Deputados, 18/09/2025):

Câmara dos Deputados — Audiência Pública: Formação de Psicanalistas (Comissão de Saúde)
https://www.camara.leg.br/evento-legislativo/78861

Conclusão: o que 2025 ensinou — e o que 2026 tende a exigir

No balanço do ano, 2025 foi menos o ano de “uma grande teoria nova” e mais o ano da disputa por critérios: quem forma, quem pode atender, como sustentar ética e qualidade numa expansão acelerada, e como conversar com pesquisa sem perder a especificidade do inconsciente.


Ao mesmo tempo, eventos internacionais e nacionais mostraram que a psicanálise segue capaz de se reorganizar em torno de temas do presente (caos social, tecnologia, saúde mental pública) sem abandonar o núcleo clínico.


Para 2026, dá para esperar três frentes mais intensas: (1) regulação e disputa de escopo profissional (no Brasil e fora), com mais “casos” e pareceres; (2) pesquisa aplicada em populações e contextos específicos (adolescentes, idosos, serviços públicos), porque a cobrança por evidência não vai diminuir; e (3) ética e tecnologia (IA, clínica online, formação híbrida), com a pergunta central: como modernizar formatos sem mercantilizar o sofrimento nem empobrecer a experiência analítica. (POST)


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